Séculos antes que a expressão inclusão social se tornasse recorrente, o educador e pesquisador Johann Heinrich Pestalozzi, nascido em Zurich em 12 de Janeiro de 1746, preconizou a educação como principal fator para o progresso da maioria excluída (sim, havia muitos pobres na Suiça e na Europa do seu tempo, passagem do século 18 para o 19, marcado por muitas revoluções):
"É direito absoluto de toda criança ter plenamente desenvolvidos os potenciais dados por Deus", sentenciou ele.
Adepto da pedagogia naturalista de Rousseau (filósofo suíço-francês d'O Contrato Social e da pureza, bondade e igualdade do homem ao nascer), Pestalozzi comparou o professor ao jardineiro, que dá tempo ao tempo, do plantar ao desabrochar, sempre com carinho e sem exagero nos cuidados intermediários.
Não sem razão, a um de seus influenciados - o alemão Fröbel - é atribuida a criação da pré-escola conhecida por Jardim da Infância (Kinder Garten). Exerceu influência também sobre outro pedagogo, o francês Hippolyte Rivail (conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec).
Do ideário de Pestalozzi nasceram escolas regulares e especiais, fundações, entidades assistenciais-educacionais pelo mundo todo. Ele faleceu na cidade de Brugg (a oeste de Zurich) em 17 de Fevereiro de 1827.
No Brasil, coube à imigrante Helena Antipoff fundar em Minas Gerais, há 71 anos, a primeira associação com o objetivo de Educação Especial que levou o nome de Pestalozzi.

Pestalozzi com os orfãos em Stans (1879)
- Konrad Grob -